Assembleia Legislativa do MS fará audiência “Em defesa dos bancos públicos” no dia 20

16 de junho de 2017

O Sindicato dos Bancários de Dourados e Região (MS) e o Sindicato dos Bancários de Campo Grande promovem no próximo dia 20 de junho na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul uma audiência pública com o tema “Em defesa dos Bancos Públicos”, ampliando a campanha nacional que nesta terça-feira (13) teve um marco importante com o lançamento, no Senado Federal, da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos.

 

O evento conta com o apoio do bancário e deputado estadual João Grandão (PT-MS), que é diretor do Sindicato dos Bancários de Dourados.

 

A audiência pública está marcada para as 17h30 e tem como objetivo chamar a atenção dos trabalhadores no ramo financeiro, bem como da população e a classe política, sobre os ataques que a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e demais bancos federais vêm sofrendo do atual governo visando o desmonte dessas instituições.

 

“É preciso uma reação urgente antes que seja tarde, porque os ataques são constantes e quem vem sofrendo com isso são os funcionários, com a sobrecarga de trabalho, e a população, que fica refém de um atendimento desumano”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados, Ronaldo Ferreira Ramos.

 

Edvaldo Barros, do Sindicato de Campo Grande, alerta que os bancos públicos são fundamentais para o desenvolvimento do estado e do país e esse desmonte levará à privatização.

 

O Banco do Brasil é o que mais libera recursos para o financiamento da agricultura familiar, responsável por 70% da produção alimentar do Brasil. Já a Caixa é líder de financiamento da casa própria, com as melhores condições, prazos e taxas de juros. Desde 2009, com o Programa Minha Casa Minha Vida, foram entregues 2,6 milhões de moradias para as camadas de renda mais baixas.

 

Entidades representativas dos trabalhadores do setor financeiro, instituições ligadas ao agronegócio, movimentos sociais, sindicatos, associações e federações que têm trabalhadores envolvidos ou que serão prejudicados com a privatização participarão da audiência.

 

Impactos do desmonte
Em 2015, 2,2 milhões de estudantes cursaram o ensino superior em instituições privadas por meio do Fies, que tem como agentes financeiros a Caixa e o Banco do Brasil. Isso significa que sem os bancos públicos, menos estudantes vão ter essa oportunidade.

 

Hoje as taxas juros da agricultura familiar financiada por esses bancos variam de 2,5% a 5,5% ao ano. Sem os bancos públicos, esse percentual sobe para 70%, ou seja, a comida vai chegar mais cara à mesa do brasileiro.

 

Sem programas como “Minha Casa Minha Vida”, o financiamento da casa própria também será mais caro. A privatização dos bancos públicos pode aumentar a desigualdade entre as regiões do país, reduzir os investimentos em infraestrutura e setores produtivos como a indústria e a construção civil.

 

“É de suma importância a participação social nessa campanha”, diz o deputado estadual João Grandão, que confirmou a participação de outros parlamentares, bem como a presença do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto von der Osten, do presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec -CUT/CN), Cleiton dos Santos, e de outras lideranças sindicais e de entidades representativas.

 

Fonte: Seeb/Campo Grande, com edições da Contraf-CUT



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