Entidades cobram fim das demissões e das práticas antissindicais no Mercantil do Brasil

4 de agosto de 2017

Para denunciar e exigir medidas imediatas do Mercantil do Brasil em relação à onda de demissões decorrente do processo de reestruturações, o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região participou de reunião com representantes do banco nesta quinta-feira (3), na sede do Mercantil, em Belo Horizonte.

 

Os funcionários do banco e diretores do sindicato, Marco Aurélio Alves e Vanderci Antônio da Silva, representaram a entidade. Participaram da reunião, também, a Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-MG/CUT), representada por sua presidenta, Magaly Fagundes, a Federação dos Trabalhadores do Estado de Santa Catarina, (Fetec-SC/CUT), representada pelos dirigentes Leandro Spezia, Jacir Zimmer e Terezinha Rondon, assim como a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), representada pelo Secretário de Organização do Ramo Financeiro, Carlindo Dias (Abelha), que também é diretor do sindicato, e por Antônio Pirotti, que é conselheiro da Confederação.

 

Na mesa, os trabalhadores trataram do processo de demissões que vem atingindo inclusive trabalhadores com estabilidade provisória. O caso mais recente de demissão em massa ocorreu na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, com o desligamento de grande número de funcionários do Mercantil. Na cidade catarinense, os trabalhadores foram surpreendidos com o fechamento da unidade bancária e o desligamento sumário de pais e mães de família, muitos deles detentores de estabilidade provisória de emprego.

 

O processo de reestruturação nacional do Mercantil do Brasil vem penalizando os bancários e também a organização dos trabalhadores, com a demissão de diversos dirigentes sindicais.

 

Para o secretário de Organização da Contraf-CUT, Carlindo Dias (Abelha), com essa postura, o banco demonstra total falta de sensibilidade. “O Mercantil demitiu, inesperadamente, todos os trabalhadores da unidade bancária, inclusive aqueles detentores de estabilidade provisória, como funcionários lesionados e dirigentes sindicais. A Contraf-CUT já recorreu à Fenaban exigindo reparação imediata das demissões”, destacou.

 

Durante a reunião, o movimento sindical repudiou a truculência e prepotência do Mercantil do Brasil, exigindo o fim das demissões em massa e do processo de reestruturação que tem trazido grande ansiedade e aos trabalhadores do banco.

 

Diante dos questionamentos, o banco, acuado, ficou de dar uma resposta urgente ao pleito dos trabalhadores sobre o processo de reestruturação e as demissões sumárias.

 

Fonte: Seeb BH



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